OPESCADOR

Tempos de Celebridades

 

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A sociedade tem valorizado muito o fato das pessoas serem famosas. Haja vista que milhares de pessoas tem se candidatados para fazerem parte de programas do tipo “Reality Shows”. Todos buscam, principalmente, se tornarem conhecidos.

Mas o que isso tem a ver com o nosso grupo? É que, acreditem, temos um integrante que faz parte deste rol de pessoas, ou seja, onde quer que paramos ou estamos, o individuo é constantemente abordado por estranhos buscando um contato mais intimo com o “Conhecido”.

No grupo já temos o “Precavido”, o “Destemido” e agora junta-se a eles o “Conhecido”. Convêm ressaltar que o “Destemido” também é muito famoso, mas nada comparável ao cidadão personagem desta história.

Numa pescaria  destas, o “dito cujo” não teve sossego. Foi abordado em todas as paradas realizadas, desde paradas para abastecimento até nos momentos de relaxamento no Rio. Aonde quer que estivéssemos aparecia alguém  para puxar conversa com o famoso pescador. Foram poucos os momentos de Paz, Tranqüilidade e Privacidade.

Até mesmo em lugares freqüentados por pessoas realmente famosas como artistas, jogadores de futebol, políticos, etc. o cidadão foi o mais assediado de todos.

O lugar estava repleto de pessoas importantes  e mesmo assim, quem foi mais abordado mesmo, foi nosso amigo que um tanto que meio sem jeito, atendia aos fans com educação e simpatia. Porém, essa falta de privacidade incomodava nosso nobre companheiro, pois tem hora que as “Celebridades” tambem desejam um pouco de paz e sossego.

 Resolvemos então, mudar de ares e fomos para um lugar mais afastado onde poderíamos conversar e espairecer tomando uns drinks com os amigos. Ledo engano.  Apesar do local ser afastado da cidade o “famoso” continuou a ser importunado.

 Decidimos, mais uma vez, procurar outro local, mas desta vez o assédio começou logo na Entrada, quando assim que chegamos o Porteiro ou Gerente cumprimentou-o chamando-o pelo nome. Desistimos e fomos dormir.

No dia seguinte, na pacata cidadezinha, achávamos que estaríamos anônimos, já que lá, a população vive mais entretida com os problemas locais, não se importando com o que acontece no resto do mundo, muito menos com “celebridades” ou coisa que o valha. Pois até lá o “pacato cidadão” teve problemas, tendo inclusive encontrado ex colegas de trabalho em tão longínqua comunidade.

Até os peixes parecem que conheciam o nosso amigo, pois saiam do Rio direto para a sua vara  e nem se debatiam muito, parece até  que estavam gostando de serem fisgados.

A pescaria foi uma covardia. Só dava ele, o “Conhecido”.

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