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OPESCADOR |
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A FILA TEM QUE ANDAR (2006)
Existem certas coisas em nossas vidas que não podem ficar estagnadas, pelos próprios fatos ou pela necessidade premente de alguns amigos, é preciso que as coisas andem, ou seja, a fila tem que andar. Estávamos nós em nosso pacato canto no hotel em Campo Grande, recém chegados de viagem, depois de um banho revigorante e prontos para encarar um bom churrasco. Sentamos às mesas e deparamos com a falta de cadeiras e neste momento alguns amigos (Beto e Morcegão), que ainda não tinham cadeiras para se sentarem, ficaram na espreita, quietinhos a espera de uma bobeada dos demais amigos. Quando inadvertidamente o Carioca levantou-se para ir até a churrasqueira servir carne aos amigos e se preparar para alimentar-se, ataca o Morcegão. Pegou a cadeira do Carioca e sumiu por um tempo, sem que ninguém notasse sua falta. Um tempo depois o Morcego volta com a cadeira limpinha e com aparência de intacta devolvendo-a ao Carioca que não maldou a atitude do amigo. Bom companheiro, que devolveu a cadeira ao Carioca possibilitando que o mesmo fosse fazer sua deliciosa refeição também. E ainda disse: “A Fila tem que andar”. Esta frase representou que o Morcego pegou a cadeira, usou como quis, fez sua refeição antes do Carioca e devolveu a cadeira como se não tivesse feito uso dela. A mesma modalidade de artimanha foi utilizado pelo Sr. Beto para cima do Dr. Arthur, que se sentiu mais uma vez tungado, pois ao se dirigir ao banheiro viu na volta que sua cadeira não estava onde deveria estar. Mas não maudando também a artimanha e rapidez do amigo, foi tomar uma cerveja no balcão. Algum tempo depois o Beto voltou e devolveu a cadeira para o Dr. Arthur, dizendo: “A Fila tem que andar”.Amigo é pra estas coisas, inimigo você não deixa fazer.
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